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	<title>Sombra &#8211; Aline Fátima de Souza</title>
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	<description>Psicologia em Juiz de Fora. Atendimento presencial e online</description>
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	<title>Sombra &#8211; Aline Fátima de Souza</title>
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		<title>O que meu MBTI tem a ver com a “folha de outono” da Macieira?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[aline]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 12:18:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há exatamente um ano, decidi estabelecer um vínculo mais próximo da natureza. E isso tem a ver, puramente, com uma questão psicológica minha, de meu tipo psicológico. Vou&#8230;]]></description>
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<p>Há exatamente um ano, decidi estabelecer um vínculo mais próximo da natureza. E isso tem a ver, puramente, com uma questão psicológica minha, de meu tipo psicológico. Vou explicar melhor&#8230;</p>



<p class="has-text-link-3-background-color has-background">Dentro da psicologia analítica, Jung desenvolveu os <em>Tipos Psicológicos</em>, que são definidos como: atitudes: introvertida ou extrovertida (direcionamento da energia psíquica); e as funções psicológicas (traços de personalidade): Pensamento e Sentimento (pares racionais – julgamento) e Sensação e Sentimento (pares irracionais – percepção).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="401" height="358" src="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/mbti.jpg" alt="" class="wp-image-28318" srcset="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/mbti.jpg 401w, https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/mbti-300x268.jpg 300w, https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/mbti-370x330.jpg 370w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 401px" /></figure>
</div>


<p>Eu sempre incentivo aquelas pessoas que tem interesse em saber mais de si mesmas a descobrirem o seu tipo psicológico. Não que isso seja algo 100% absoluto. Porém, dá a você uma pista sobre suas características e de como funciona seus traços de personalidade nas suas relações, na sua vida de forma geral.</p>



<p class="has-bg-color-color has-text-link-2-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-3a7df3132b0689c7603b551439810b64"><a href="https://www.16personalities.com/br/teste-de-personalidade" data-type="link" data-id="https://www.16personalities.com/br/teste-de-personalidade">Clique aqui e faça o seu teste!</a></p>



<details class="wp-block-details has-text-hover-2-color has-text-color has-link-color wp-elements-07cf3849b881b9b571a36248b08e3234 is-layout-flow wp-block-details-is-layout-flow"><summary><strong>Curiosidades:</strong> na cultura coreana é muito comum saberem o seu MBTI, porque isso faz com que saibam com que tipo de personalidade estão lidando nos relacionamentos de forma geral (trabalho, família, amoroso, amizade, etc.). Inclusive, essas quatro letras estão sempre aparecendo nos doramas.</summary>
<p></p>
</details>



<h4 class="wp-block-heading has-text-hover-2-color has-text-color has-link-color wp-elements-9440d93ea17922eb73a1ad172a2f7688"><strong>Por que fazer o seu MBTI?</strong></h4>



<p>Primeiro porque é incrível se autoconhecer, saber mais de você mesmo.</p>



<p>Segundo, você pode aprender um pouco a compreender o jeito da outra pessoa lidar. Algumas coisas começam a fazer sentido e assim, <strong>suas relações podem ter um ganho significativo</strong>. Você aprende a compreender que a pessoa age de “tal forma” que, às vezes, é tão diferente de você, por <strong>motivos psicológicos saudáveis</strong>: ou seja, <strong>a dinâmica psíquica daquela pessoa é assim</strong>,<strong> é o jeito dela ser!</strong> Você não vai mudá-la! Todavia, poderá ter uma compreensão sobre ela. São os traços que compõem àquela personalidade. Quer entender melhor? <strong>Vou dar um exemplo clássico:</strong></p>



<p class="has-bd-color-background-color has-background"><strong>Exemplo:</strong> Pense em um casal. Vamos supor que o homem tenha sua atitude mais introvertida e a mulher mais extrovertida. Isto significa que quem tem <strong>a atitude introvertida, terá a sua energia psíquica mais voltada para dentro</strong> (<em>aquela pessoa que <strong>curte mais o seu mundo interno</strong>: ficar em casa, sozinho, refletindo consigo mesmo, fantasiando, lendo um livro, vendo um filme, etc.);</em> já a <strong>extrovertida terá a sua energia psíquica mais voltada para fora</strong> (<em>aquela pessoa <strong>que curte mais o mundo externo</strong>: estar com outras pessoas, sair de casa, fazer parte de algum grupo, passear, viajar, dançar, etc</em>.).</p>



<p>O que não significa que um tipo de atitude não curta fazer as coisas que o outro faz. <strong>Estamos falando aqui de uma predominância, ok?</strong> Afinal de contas, o ideal é sabermos usar <strong>o caminho do meio.</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading has-text-hover-2-color has-text-color has-link-color wp-elements-3605a0e7ea60e2aef206a1b857ca76fd"><strong>O que acontece na maioria das relações humanas?</strong></h4>



<p>O que pude perceber nas diversas relações que se passaram e vivencio em minha vida é que: <strong>quando estamos inconscientes de quem somos temos uma grande dificuldade de compreender como o outro é</strong>, o que o outro quer, por que ele quer daquela forma e você de outra; enfim, <strong>o jeito de ser de cada um tem a ver com a sua dinâmica psíquica</strong>. E isto muitas vezes, acaba seguindo um “roteiro diagnóstico próprio” que dificulta as relações: <strong>as ofensas</strong>. Não que não existam pessoas diagnosticadas por questões de saúde mental, mas percebo que há uma patologização das relações através de falas estigmatizadas. Estamos vulgarizando termos clínicos sem ter o diagnóstico. Ou seja, estamos patologizando a nossa dinâmica psíquica, algo que é uma característica nossa e muitas vezes está inconsciente.</p>



<p class="has-text-hover-2-color has-text-color has-link-color wp-elements-9fc00d12da1a2717646cbbb059f59518"><strong>E então, frequentemente ouvimos frases do tipo:</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-bd-color-background-color has-background has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Frase Coloquial/Esteriotipada</strong></td><td><strong>Termo Clínico &#8220;Vulgarizado&#8221;</strong></td><td><strong>O que a pessoa quer dizer (Sentido Real)</strong></td></tr><tr><td>&#8220;Nossa, o(a) Fulano(a) hoje está&nbsp;<strong>bipolar</strong>! Não consigo lidar com ele(a); parece ser de fases&#8230;&#8221;</td><td>Transtorno Bipolar</td><td>Instabilidade de humor ou temperamento difícil.</td></tr><tr><td>&#8220;Eu tenho&nbsp;<strong>TOC</strong>&nbsp;com meus livros, eles têm que ficar em ordem alfabética.&#8221;</td><td>Transtorno Obsessivo compulsivo</td><td>Organização, capricho ou perfeccionismo.</td></tr><tr><td>&#8220;Aquele filme me deixou em uma&nbsp;<strong>depressão</strong>&nbsp;profunda.&#8221;</td><td>Depressão Maior</td><td>Tristeza passageira, melancolia ou comoção.</td></tr><tr><td>&#8220;Fulano deu um&nbsp;<strong>surto psicótico</strong>&nbsp;só porque a internet caiu.&#8221;</td><td>Surto Psicótico</td><td>Ataque de raiva, impaciência ou exaltação.</td></tr><tr><td>&#8220;Fulano é meio&nbsp;<strong>autista</strong>, fica lá no canto dele e não fala com ninguém.&#8221;</td><td>Autismo (TEA)</td><td>Timidez, introversão ou introspecção.</td></tr><tr><td>&#8220;Cuidado com ela, é super <strong>narcisista</strong>, adora aparecer.&#8221;</td><td>Transtorno de Personalidade Narcisista</td><td>Vaidade, egocentrismo ou exibicionismo.</td></tr><tr><td>&#8220;Eu tenho muito&nbsp;<strong>déficit de atenção</strong>, não consigo ver um vídeo de 5 min.&#8221;</td><td>TDAH &#8211; Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade</td><td>Distração, tédio ou falta de foco momentânea.</td></tr><tr><td>&#8220;Ela terminou comigo por mensagem, que&nbsp;<strong>sociopata</strong>!&#8221;</td><td>Sociopatia</td><td>Frieza, falta de empatia ou insensibilidade social.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-link-2-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-2c69162cc2bd024983b864e4d0fbdc00"><strong>Que atire a primeira pedra quem nunca disse algo assim</strong>, </p>



<p>num momento de descontrole emocional, por exemplo: raiva, irritabilidade, ansiedade&#8230;E eu me incluo nisso. Todavia, hoje tenho mais consciência de me responsabilizar pelas coisas que falo. E por mais que em algum momento, eu cometa algum deslize na gramática ou como Freud dizia, caso <strong>eu tenha “um ato falho”,</strong> <strong><em>vamos analisar o que me fez sair dos trilhos e qual o símbolo meu inconsciente está querendo me comunicar sobre mim mesma, e não sobre o outro.</em></strong></p>



<p>Em vez de rotularmos o outro, o convite é usarmos a nossa energia para integrarmos o que está em nossa própria sombra.No final das contas, sempre tem a ver com a gente mesmo!</p>



<h4 class="wp-block-heading has-text-hover-2-color has-text-color has-link-color wp-elements-c5f6b5b5025ff0f069f5fb2369f8719e"><strong>Mas, e a macieira? O que tem a ver com o MBTI?</strong></h4>



<p>Dito tudo isto, <strong>quando eu descobri minha tipologia junguiana, não bastava apenas raciocinar sobre ela, era preciso compreendê-la. E isto é um exercício diário.</strong> Uma das coisas que trabalhamos muito na clínica junguiana é identificação da unilateralização psíquica. Quer dizer, a pessoa está polarizada numa função psíquica e temos quatro funções para desenvolvermos, como foi dito anteriormente. Por mais que uma delas seja predominante, haverá uma que ficará à <strong>Sombra</strong>: a função inferior – a que está inconsciente. <strong>E é esta que precisamos integrar, psiquicamente falando, com a função principal.</strong></p>



<p class="has-text-hover-2-color has-bd-color-background-color has-text-color has-background has-link-color has-medium-font-size wp-elements-cedf097b96ce4cd67d4deeccefa8d2c9"><strong>Resumindo: fazer a ponte entre consciente (ego) e inconsciente (sombra).</strong></p>



<p>Como minha atitude predominante é a introversão, segundo <strong>Marie-Louise von Franz</strong> (psicoterapeuta/ pesquisadora/escritora amiga de Jung), no seu livro: Psicoterapia/Ed. Paulus (2021), <strong>se eu quiser assimilar a minha função inferior (sensação)</strong> “&#8230;preciso [me] relacionar com objetos externos, tendo em mente, contudo que eles são simbólicos” (p.40).</p>



<p>A função sensação é função em que assimilamos a informação direto dos sentidos do corpo (olfato, tato, paladar, visão, audição). Quem tem esta função como a principal, significa que esta pessoa “têm os pés firmemente fincados ao chão e correspondem ao elemento terra [&#8230;]” (Zacharias, QUATI, 2003, p.16). <strong>Porém, lembre-se que esta é a minha função inferior, não é a principal. </strong>Mas o que eu precisaria fazer para integrar esta função sensação? Fazer algo que me conectasse externamente à terra. Foi aí que me veio uma grande inspiração: “será que se eu plantar a semente da maçã que acabei de comer, vai nascer uma linda macieira?” Foi então que no dia 01º de abril de 2025 (Isto não é mentira e posso provar 😉) eu plantei um pé de maçã. Ali começou a minha jornada da macieira. Uma forma simbólica de me relacionar com a minha função inferior. E tem sido incrível! Por isso, quero compartilhar com vocês um pouco deste relacionamento.</p>



<p>Veja abaixo a cronologia desta tarefa que me mantém conectada à terra (literalmente aterrada), e simbolicamente, faz movimentar o meu processo de individuação: a jornada da macieira!</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="772" height="483" src="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Completo.jpg" alt="" class="wp-image-28320" srcset="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Completo.jpg 772w, https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Completo-300x188.jpg 300w, https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Completo-768x480.jpg 768w, https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Completo-370x231.jpg 370w, https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Completo-410x257.jpg 410w" sizes="(max-width: 772px) 100vw, 772px" /></figure>



<p>Por isso, se você tiver interesse de saber mais sobre você, <strong>faça seu MBTI!</strong> Este <strong>teste é gratuito</strong> e você poderá ter acesso a um breve relatório apontando seu tipo de acordo com as respostas que você deu sobre si mesmo. Faça o seu (<a href="https://www.16personalities.com/br/teste-de-personalidade" data-type="link" data-id="https://www.16personalities.com/br/teste-de-personalidade">Teste de personalidade gratuito | 16Personalities)</a> e se quiser conversar comigo sobre o seu resultado, me procure! Será uma alegria te receber!</p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que a ansiedade e a &#8220;Tolerância Zero&#8221; têm em comum? ☕💥</title>
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		<dc:creator><![CDATA[aline]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 23:24:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade Social]]></category>
		<category><![CDATA[Consciente x Inconsciente]]></category>
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		<category><![CDATA[Tolerância Zero]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem não se lembra do Sr. Saraiva e seu clássico jargão: &#8220;Pergunta idiota, tolerância zero!&#8221;? Embora o personagem nos fizesse rir, ele é o exemplo perfeito de algo&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem não se lembra do Sr. Saraiva e seu clássico jargão: &#8220;Pergunta idiota, tolerância zero!&#8221;? Embora o personagem nos fizesse rir, ele é o exemplo perfeito de algo que estudamos profundamente na psicologia junguiana: a <strong>Sombra</strong>.</p>



<figure class="wp-block-gallery alignleft has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="329" height="187" data-id="28301" src="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Sariva-1.jpg" alt="" class="wp-image-28301" srcset="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Sariva-1.jpg 329w, https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Sariva-1-300x171.jpg 300w, https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Sariva-1-270x152.jpg 270w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 329px" /></figure>
</div></figure>



<p>Muitas vezes, nossa dificuldade em lidar com o outro — ou o medo excessivo do que pensam de nós — é apenas um reflexo do que ainda não olhamos dentro de nós mesmos. <strong>Quando não temos consciência do que ocultamos, o prejuízo é maior,</strong> pois esses conteúdos se tornam &#8220;complexos autônomos&#8221; que assumem o controle nos momentos de estresse. </p>



<p class="has-bd-color-background-color has-background">👉 O quanto da sua irritação com o mundo é, na verdade, uma projeção de algo que você não aceita em si? 👉 Você está vivendo no &#8220;modo automático&#8221; ou já parou para entender quem é você nesse mundo?              👉 Como anda a sua Persona (sua máscara social) e o que ela está tentando esconder?</p>



<p>O mergulho no autoconhecimento serve para levantar esse véu e integrar essas partes, transformando a &#8220;tolerância zero&#8221; em compreensão e equilíbrio.</p>



<p><strong>Olhando para a imagem da moça no topo</strong> e para o icônico Sr. Saraiva, você diria que eles são parecidos? À primeira vista, não. Mas a psicologia junguiana nos revela que eles podem estar sofrendo do mesmo mal: a <strong>desconexão com o próprio mundo interior.</strong></p>



<p>Enquanto a moça sofre com a <strong>ansiedade social</strong>, paralisada pelo medo do que os outros pensam dela, o Sr. Saraiva manifesta sua dor através da <strong>agressividade e da intolerância</strong>.</p>



<p class="has-text-hover-2-color has-bd-color-background-color has-text-color has-background has-link-color has-large-font-size wp-elements-e6b907fff3b4a4ca0164f5ce37b04305"><strong>Por que isso acontece?</strong></p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li><strong>A Fragilidade da Persona:</strong> Ambos tentam manter uma máscara social (Persona). Ela tenta ser &#8220;perfeita&#8221; para não ser julgada; ele tenta ser o &#8220;homem culto e civilizado&#8221;.</li>



<li><strong>O Domínio da Sombra:</strong> Quando não olhamos para nossas inseguranças, elas se tornam &#8220;complexos autônomos&#8221;. Na moça, a sombra grita: &#8220;você não é boa o suficiente&#8221;. No Saraiva, a sombra explode em: &#8220;pergunta idiota, tolerância zero!&#8221;.</li>



<li><strong>A Projeção como Defesa:</strong> O Saraiva não suportava a &#8220;burrice&#8221; alheia porque, no fundo, projetava nos outros seu próprio medo de perder o controle ou parecer ignorante. Da mesma forma, quando nos preocupamos demais com o julgamento alheio, estamos apenas projetando o que nós mesmos pensamos sobre nós.</li>
</ol>



<p><strong>O convite da psicoterapia junguiana</strong> é mergulhar para além dessa máscara. Quando tomamos consciência do que ocultamos, o prejuízo emocional é muito menor.</p>



<p>Seja pela timidez ou pela explosão, o excesso de reação ao &#8220;mundo lá fora&#8221; é sempre um sinal de que algo precisa ser cuidado &#8220;aqui dentro&#8221;.</p>



<p><strong>E você, tende a reagir como a moça (se encolhendo) ou como o Saraiva (explodindo) quando se sente pressionado?</strong></p>



<p class="has-text-dark-color has-bd-color-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-40f503c745b68bcba3d7753a399e06ed"><strong>“Quando se tem consciência daquilo que se oculta ,</strong><strong>o prejuízo é evidentemente menor do que quando não se sabe </strong><strong>que se está recalcando e o que se recalca. Nesse último caso, o conteúdo secreto já não é conscientemente encoberto, </strong><strong>mas é oculto até perante si mesmo; </strong><strong>separa-se da consciência na forma de um complexo autônomo&#8230;”</strong></p>



<p class="has-text-dark-color has-bd-color-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-046db4ab6f8defc4efe5fb30080700a9"><strong>(parágrafo</strong><strong>130 &#8211; O.C. 16/01 A prática da psicoterapia &#8211; JUNG).</strong></p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Kang Tae-poong: Como o trabalho salvou o herói de &#8216;Typhoon Family&#8217; (e o que Jung tem a ver com isso)</title>
		<link>https://alinefspsicologia.com.br/kang-tae-poong-como-o-trabalho-salvou-o-heroi-de-typhoon-family-e-o-que-jung-tem-a-ver-com-isso/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=kang-tae-poong-como-o-trabalho-salvou-o-heroi-de-typhoon-family-e-o-que-jung-tem-a-ver-com-isso</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[aline]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jan 2026 14:22:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Anima]]></category>
		<category><![CDATA[Arquétipo do herói]]></category>
		<category><![CDATA[Arquétipo paterno e materno]]></category>
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		<category><![CDATA[Typhoon Family]]></category>
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					<description><![CDATA[Antes de falar do herói de Typhoon Family quero mostrar como se deu a minha jornada com tal cultura oriental. As produções coreanas, em especial, são mestras em&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Antes de falar do herói de Typhoon Family quero mostrar como se deu a minha jornada com tal cultura oriental. As produções coreanas, em especial, são mestras em retratar o que Jung chamava de <strong>&#8220;mundo interior&#8221;</strong>. Elas não focam apenas na ação, mas na jornada da alma, no trauma, na resiliência e, principalmente, nas relações humanas. Talvez, seja por isso que estejam fazendo tanto sucesso no Brasil. É bem diferente das produções ocidentais que estamos acostumados. Não que estas deixam a desejar; pelo contrário. O que ocorre é que as produções coreanas tocam em algo, que até então, <strong>parecia estar inconsciente para nós ocidentais</strong>. Não tem como negar que esteja ocorrendo um fascínio e uma identificação geral com tal cultura. </p>



<p>“Falo por mim também. Já assisti à várias séries e filmes e acho muito interessante a forma como eles abordam os sentimentos, a vida e o respeito que há nos processos psíquicos mais profundos. Há uma verdade e um cuidado na forma como eles tratam dessas questões. <strong>Nos convidam a um lugar filosófico e psicologicamente profundo.</strong> Mas também, como qualquer país do Planeta Terra eles têm suas idiossincrasias, seus problemas. Algo que sempre me assusta muito em tal cultura é o bullying relatado nessas histórias e o consentimento da grande maioria dos adultos inseridos naquele contexto escolar, e às vezes, fora também. E isso acaba se refletindo, futuramente, nas relações de poder no mundo do trabalho. Não vou aqui fazer juízo de valor sobre o tema porque é sabido que há questões culturais envolvidas aqui, muito diferentes do Brasil, e o nosso Brasil também tem suas questões polêmicas. Mas é algo que sempre me choca nas produções.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="156" height="208" src="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/parasita-1.jpg" alt="" class="wp-image-28277"/></figure>
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<p>Recordo-me que relutei para assistir ao filme<strong>, O parasita (2019)</strong>. Este foi um contato inicial com tal arte desta cultura. Confesso que havia ali um preconceito do tipo: “<em>Obra coreana?! Ah! não quero assistir.</em>” Porém, ao dar uma chance deixando de lado o meu complexo de superioridade, de achar que o outro desconhecido não é tão bonito quanto ao que conheço, fui assistir e então, foi possível descobrir o porquê, <strong>merecidamente, ganharam o Oscar, em 2020</strong>. Foi um belo de um soco no estômago. E isso se repete em várias obras coreanas que já assisti. Há sempre uma questão moral muito forte exposta; <strong>que deve ser pensada, refletida, digerida e elaborada</strong>. Não é muito do feitio da forma como as coisas ocorrem por aqui na América Latina. Aqui parece ter mais uma predominância voltada para o corpo e o movimento (extroversão), e lá parece ter um foco maior nas questões da Alma, na introspecção. Claro que isso não é uma regra geral. Isso é uma percepção geral da minha visão, restrita ao meu campo subjetivo assistindo à algumas obras. Sinceramente, eu ainda não sei direito o que é isso. <strong>Só sei que é muito diferente daqui e por isso, é fascinante esse desconhecido. É diferente!</strong></p>



<div class="wp-block-cover is-light"><img loading="lazy" decoding="async" width="461" height="297" class="wp-block-cover__image-background wp-image-28279 size-full" alt="" src="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/fenix_gemini_clara.jpg" data-object-fit="cover" srcset="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/fenix_gemini_clara.jpg 461w, https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/fenix_gemini_clara-300x193.jpg 300w, https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/fenix_gemini_clara-370x238.jpg 370w, https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/fenix_gemini_clara-410x264.jpg 410w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 461px" /><span aria-hidden="true" class="wp-block-cover__background has-background-dim" style="background-color:#d7bb9b"></span><div class="wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-text-hover-2-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-7f67cd35b582dc805d626cf3e3832ef9">Não sei se é um consenso geral, mas esses diretores coreanos sabem mexer com as nossas emoções mais profundas (instintuais) e <strong>nos deixam indignados com essas histórias traumáticas.</strong> Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu raiva, tristeza ou nojo devido às enormes injustiças abordadas nestas histórias. Todavia, após as personagens, praticamente “morrerem por dentro e quase que por fora também”, pois o <strong>ego fica dilacerado;</strong> no final da trama, elas renascem como uma <strong>fênix, plena e curada</strong>. Você sente até um vazio no final da série. Engraçado, não é?  Acabam-se as lutas. E tem-se a vitória. Mas que não deixa de ter muitas marcas de dor e sofrimento,<strong> mas que foram transformados</strong>.</p>
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<p>A superação não é sobre voltar ao que éramos antes do fogo, mas sobre recolher as cinzas e permitir que elas formem alguém mais consciente. Assim como a fênix, a alma não se cura esquecendo a dor, mas transformando-a em asas</p>


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<figure class="alignright size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="236" height="133" src="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/foto_tae_triste.jpg" alt="" class="wp-image-28280"/></figure>
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<p>E nesse contexto <strong>surge o herói, Kang Tae-poong</strong>, interpretado pelo competente <strong>Lee Jun-ho da série: Typhoon Family.</strong> Como uma aventura, Typhoon se inicia com uma situação de necessidade. Em plena crise financeira de 1977, um filho despreocupado herda a empresa em apuros do pai e se vê forçado a aprender a ser chefe e amadurecer.</p>



<p>O que se vê nesta personagem? Algo fundamental que todo ser humano deveria ter desde o nascimento: <strong>o verdadeiro cuidado consigo mesmo e com o outro.</strong> Tae-poong foi criado com muito amor pelos pais e aprendeu o significado do amor. Ele amava seu pai e tinha caráter. Apesar de a história não focar, diretamente, no relacionamento deles, o pai e o filho na adolescência, fase mais comum de afastamento, percebe-se que eles se distanciaram por algo não falado, o que ficou de arrependimento para o filho não ter se expressado como se sentia, verdadeiramente, antes da morte do progenitor.</p>


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<figure class="alignleft size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="203" height="170" src="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/tae_pai.jpg" alt="" class="wp-image-28281"/></figure>
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<p>E Tae-poong com seu jeito leve e descontraído, muitas vezes<strong> ingênuo</strong> sim, como uma boa história de herói, <strong>conseguiu vencer a si mesmo e ao mundo externo</strong>. É extremamente bela a forma como ele consegue resolver problemas sempre pensando no melhor das pessoas. Ele não desiste de ninguém. Tae-poong usa sua sensibilidade para amparar o fraco, demonstrando uma maturidade que <strong>transcende o arquétipo do jovem irresponsável</strong>.</p>


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<figure class="alignright size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="251" height="170" src="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/tae_mae.jpg" alt="" class="wp-image-28282"/></figure>
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<p>Pela visão da <strong>psicologia analítica junguiana</strong> é nítida a influência de sua estrutura familiar: pai e mãe. Ele não deixava de passar por grandes desafios sem se transformar, e sem deixar de transformar o outro. Ele galgou seu sentido de pertencimento à equipe e conquistou o seu espaço como líder nato. <strong>Ele tinha autoestima</strong>!<strong> Tornou-se um homem com honra e dignidade, </strong>que sabe o certo e o errado. Ele identifica o fraco e o ampara; não o derruba. O que denota um <strong>arquétipo paterno bem sucedido</strong>. Além disso, muito generoso e afetuoso, principalmente, respeitoso, com as mulheres. <strong>Um homem de bem com sua anima (o lado feminino e sensível na psique do homem)</strong>. Algo mais raro nos dias atuais, em que se vê muitas notícias de feminicídio.  (<em>Na psicologia junguiana, a anima representa o componente feminino na psique masculina, sendo a ponte para o inconsciente e o princípio de Eros. O homem consciente de sua anima mantém um vínculo de respeito e amor para com a &#8220;terra&#8221; e o feminino, o que o afasta de comportamentos destrutivos ou possessivos</em>).</p>



<p class="has-text-link-3-background-color has-background"><strong>Inicialmente</strong>, Tae-poong era conhecido como o filho de Kang Jin-young. Era um nome que carregava valor aonde quer que ele pisasse. E com o tempo, ele mesmo foi construindo o seu <strong>caminho como um herói legítimo</strong>, com isso, ele finaliza a sua jornada com o seu nome como <strong>CEO da Typhoon Family</strong>. Ele conquista a sua jornada. O seu processo de individuação não termina ali, mas ele conquista a si mesmo. Na Psicologia Analítica, uma relação positiva com o pai facilita a adaptação ao mundo exterior e o desenvolvimento da <strong>persona</strong> e da <strong>vontade.</strong></p>


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<figure class="alignleft size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="238" height="130" src="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/foto_tae_pyo.jpg" alt="" class="wp-image-28283"/></figure>
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<p>Já o seu rival, era o seu oposto, <strong>Pyo Hyeon-jun</strong> (<em>Puer-aeuternus</em>:<em> aquele que se recusa a crescer, o &#8216;eterno adolescente&#8217;</em>). Podemos até dizer que Pyo carrega aspectos da sombra de Tae-poong e vice-versa. <strong>A sombra</strong> contém os instintos e traços que o ego rejeita. O ódio e a inveja de Pyo, alimentados por um complexo paterno negativo (<em>um pai que o despreza e usa meios ilícitos)</em>, exemplificam como a <strong>sombra não integrada</strong> pode dominar a personalidade e levar a ações alucinadas. Tae não sabia lidar muito bem com o lado desumano de Pyo. Em muitos episódios Tae acaba quase perdendo tudo, até a própria vida ou de sua amada,</p>



<figure class="wp-block-image alignwide size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="167" src="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/foto_tae_amada.jpg" alt="" class="wp-image-28284"/></figure>



<p> por tamanha ingenuidade ao lidar com o mal contido em seu inimigo declarado; <strong>desprezando assim, o próprio mal em si mesmo e o colocando sempre em constante perigo</strong>. <strong>A necessidade de combater esse mal destrutivo é de todos nós! </strong>Claro que ele não faria como o seu arquirrival. Mas na própria jornada da história, em alguns momentos Tae precisa de aprender a usar de artifícios “parecidos” com os de seu rival para poder não ser derrotado. <strong>Veja bem</strong>: Tae não fazia mal algum a Pyo. Quando ele aprende que precisa lidar com Pyo de forma diferente, <strong>ele aprende a integrar sua agressividade e não perder a luta insana que vivia</strong>.</p>


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<figure class="alignright size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="279" height="174" src="https://alinefspsicologia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/tae_inocente-1.jpg" alt="" class="wp-image-28286"/></figure>
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<p>Essa <strong>&#8220;inocência&#8221;</strong> é comum em figuras arquetípicas da juventude, mas que o contato com a realidade é necessário para que a consciência se fortaleça e o indivíduo saia do &#8220;paraíso da infância&#8221;. Pyo odiava Tae por tudo. O “jeito Tae” de ser, pura e simplesmente, era algo insuportável para Pyo. Este era rico e seu pai também empresário, muito bem-sucedido, principalmente, por meios ilícitos, o que já demonstra um <strong>complexo paterno negativo </strong>por si só. O pai dele chega a expressar algo mais ou menos assim: <em>“meu filho Pyo, você é isso que tenho. Eu queria ter tido um filho como Tae.” </em>Isso claro, <strong>ativa o complexo de ódio mais profundo em Pyo</strong> que acaba sendo <strong>dominado pelo seu inconsciente</strong> e agindo de forma alucinada gerando problemas incalculáveis.</p>



<p>Mas como toda obra coreana, sofremos muito do primeiro ao último episódio, claro com pequenas vitórias ao longo do caminho; e nos minutos finais vemos a personagem principal conquistar sua jornada de forma auspiciosa.</p>



<p class="has-text-link-3-background-color has-background">Segundo Marie-Louise von Franz, o trabalho regular e a responsabilidade são os principais remédios para que o homem <strong>se desligue do complexo materno e &#8220;pouse&#8221; na realidade</strong>. O fato de Tae-poong assumir a empresa do pai no meio de uma crise é o catalisador perfeito para essa transformação da <strong>natureza em cultura</strong>. O <strong>trabalho atuou como o principal catalisador para o amadurecimento e a superação da &#8220;vida provisória&#8221;</strong>, um estado típico do arquétipo <em>puer aeternus</em> que ele inicialmente parecia habitar como um &#8220;<em>filho despreocupado&#8221;</em>&#8230; mas Kang Tae-poong conseguiu se transformar e se tornar num verdadeiro <strong>homem de anima integrada.</strong></p>



<p class="has-text-hover-2-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-7e1d562e5e948d94a7f95cd1cc7f1dd6"><strong>Que possamos ter mais Kang Tae-poongs por aí como exemplo de Ser Humano!</strong></p>



<p><em>Obs.: todas as fotos foram retiradas do google imagens</em> <em>ou gemini</em>.</p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
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